No âmbito da Unidade Curricular Design e Comunicação Visual
foi desenvolvido o projeto que aqui é descrito – a elaboração de uma
infografia. À partida, o único contacto que havia tido com infografias havia sido
através de cartazes na rua e internet. É um tipo de representação visual
gráfica que facilita a compreensão de um determinado conteúdo, através da
associação de texto com representações figurativas e/ou sistemáticas “las infografías son
ilustraciones o series de ilustraciones que explican la situación o sucesión de
hechos a los que se refiere "la nota". Añaden que están
complementadas por datos informativos o referenciales básicos”, dizem Sibila Camps y Luis Pazos (1996: 161).
Para esta proposta queria selecionar um tema com impacto social. Assim, a escolha passou pela atividade tauromáquica, nomeadamente, pela sua queda nos últimos tempos em Portugal. Este tema revelou-se difícil. À semelhança do que acontece com as greves, por exemplo, os dados estatísticos não batem certo: de um lado, os dados oficiais das entidades que promovem as touradas, de outro lado, os dados das inúmeras associações que contestam a realização destes "espetáculos". Ao mesmo tempo, há dados completamente desconhecidos - ficou por saber o valor financeiro investido nesta atividade. Terminada a recolha de informação, as fontes essenciais para o desenvolvimento deste projeto foram: Inspeção Geral das Atividades Culturais (Relatório da Atividade Tauromáquica de 2015) e alguns artigos do jornal Público.
Para esta proposta queria selecionar um tema com impacto social. Assim, a escolha passou pela atividade tauromáquica, nomeadamente, pela sua queda nos últimos tempos em Portugal. Este tema revelou-se difícil. À semelhança do que acontece com as greves, por exemplo, os dados estatísticos não batem certo: de um lado, os dados oficiais das entidades que promovem as touradas, de outro lado, os dados das inúmeras associações que contestam a realização destes "espetáculos". Ao mesmo tempo, há dados completamente desconhecidos - ficou por saber o valor financeiro investido nesta atividade. Terminada a recolha de informação, as fontes essenciais para o desenvolvimento deste projeto foram: Inspeção Geral das Atividades Culturais (Relatório da Atividade Tauromáquica de 2015) e alguns artigos do jornal Público.
Selecionada a informação necessária, era preciso organizá-la
de forma inteligente e visualmente agradável. Como elemento essencial da
infografia, queria ter um touro que, à partida, atrairia todos os interessados
pelo tema à leitura da restante informação. Assim, a escolha foi usar a técnica
low poli – usada anteriormente na proposta número um; aqui, o desenho não foi
contruído apenas com triângulos, mas com outras formas geométricas, através da
ferramenta pen tool no Adobe Illustrator. Outro elemento que teria muita
importância na infografia seria o título “Queda da tradição tauromáquica em
Portugal”. Foi escrito com a fonte Giant
Background, pelo impacto que lhe está, a meu ver, associado. Abaixo do
título, foi incluído um pequeno texto quase com a função de lead, com o
objetivo de introduzir a restante informação.
A informação
propriamente dita foi inserida em pequenos círculos, cujo tamanho dita a sua
importância. Com esta lógica, foram desenhados três círculos maiores e dois
círculos menores, associados a um dos círculos grandes. Para complementar esta
informação, foi incluído um mapa de Portugal, com as ilhas, de que iriam
depender dois círculos. O mapa tem como objetivo indicar as cidades portuguesas
que deixaram de financiar a atividade tauromáquica, tendo reduzido, portanto, a
probabilidade de continuarem os espetáculos, mas também indicar que, nos
Açores, o Bloco de Esquerda sugeriu a proibição de espetáculos que impliquem o
sofrimento e/ou morte de animais. Esta associação foi estabelecida através de
uma seta, que guia o leitor a observar o mapa depois de ler a informação ou
vice-versa. Os restantes círculos têm uma seta para o touro. Esta foi a forma
mais simples e eficaz de organizar visualmente a informação disponível.
Parece-me que todos os elementos foram integrados e
relacionados de forma inteligente e visualmente agradável. O principal receio
aquando da realização desta proposta era a existência de demasiada informação e
demasiados elementos gráficos que dificultassem a compreensão por parte do
leitor – este receio surgiu aquando da recolha de infografias, sendo que,
muitas delas se apresentavam, efetivamente, confusas.
A elaboração desta composição gráfica foi simples em relação
às propostas anteriores, sendo que o maior desafio era a inclusão e organização
da informação.
A maior parte do tempo de elaboração desta proposta foi
dedicado à recolha de informação que, como referido anteriormente, se revelou
um processo difícil pela natureza do tema escolhido. O Relatório de Atividades
Tauromáquicas de 2015 implicou uma análise profunda e demorada, sendo que a
diminuição de espetadores, por exemplo, não era evidenciada. Só uma análise
cuidada permitiu chegar a essas conclusões. Por outro lado, a informação
disponibilizada pelo jornal Público era muito clara e objetiva.
O aspeto mais positivo desta proposta é a perceção de que a
infografia é muito útil no trabalho jornalístico, essencialmente, no jornalismo
online. No entanto, durante a
realização desta proposta, encontrei algumas infografias em jornais. No fundo,
é uma forma muito eficaz para que a informação chegue a um maior número de
pessoas.
Nesta proposta uma dificuldade presente foi a necessidade de
manter a objetividade e imparcialidade, sendo que não gosto destes “espetáculos”,
nem do sofrimento aos animais que lhes estão subjacentes. Penso que, ainda
assim, consegui distanciar-me e deixar que os dados falassem por si.
Posso dizer que estou satisfeita com a minha terceira e
última proposta. Pretendia criar uma infografia dinâmica e atual, característica
do século XXI. Inicialmente, tive alguma dificuldade nesse sentido: a
informação parecia-me estática. O resultado foi uma composição diferente do
habitual, mais simples até, mas que me agrada e que se adequa ao tema escolhido.

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